não!
de há uns tempos para cá, não me conseguem convercer de quaisquer vantagens do dito "voluntariado"!
nem para quem pretensamente o exerce, nem para quem dele poderá retirar qualquer tipo de proveito.
pelo menos nos moldes em que o mesmo costuma ser encarado pela maioria das pessoas.
que me perdoem aqueles que não merecem esta generalização, mas ultimamente tenho visto este assunto ser tratado por alguns meios de comunicação social, de forma um tanto ou quanto leviana, pelo que me apeteceu generalizar, caricaturando.
o facto é que, para um grande número de pessoas, o voluntariado é uma espécie de ocupação de tempos livres.
assim, não é raro ouvirmos em conversas de café comentários do tipo "gostava imenso de trabalhar como voluntário/a."
tretas.
pelo que conheço de algumas destas pessoas, o que elas realmente gostavam era, se não tivessem mais nada, mas mesmo mais nada para fazer, irem entreter-se com o pobrezinho, o velhinho, o doentinho ou outro coitadinho qualquer, assim como quem vai ao shopping ver montras.
qual é o problema, perguntam vocês?
é que, qualquer particular ou instituição que necessite do voluntário, tem o seu tempo, a sua dinâmica, a sua organização.
não pode receber pessoas a dias e horas em que não está a contar, nem pode ficar a contar com a ajuda para determinado dia e hora e ela falhar.
o trabalho voluntário deve ser um trabalho minimamente organizado, não pode ficar a depender do que der na real gana do dito voluntário.
por outro lado, as instituições públicas ou privadas não deveriam privar-se da contratação de certos e determinados técnicos, essenciais na prossecução dos seus fins, por estarem a contar com a "caridadezinha" alheia, com a boa vontade desta ou daquela pessoa.
o voluntariado só poderá ser exercido se encarado de forma consciente e responsavel por quem o presta e como uma mais valia para uma instituição.
Publicado por M&M em outubro 18, 2006 06:50 PMOrganização precisa-se!
Criadas as condições, os voluntários aparecem. E cumprem rigorosamente os horários e as funções.
Conheço o caso de duas voluntárias que todas as quintas-feiras fazem duas horas de trabalho num Lar, animam uma sala de residentes: cantam e dançam, bailam de roda, fazem sorrir... há anos.
Aqui não há qualquer dificuldade de intervenção. A instituição limita-se a receber uma ajuda extra. Agradece e estimula a continuação...
Mas, sobretudo fora das duas ou três grandes cidades, não há condições para o exercício do voluntariado responsável. Ainda...
Afixado por: Inês em outubro 19, 2006 11:17 AMPrestar serviços voluntariamente , gratuitamente para bem de uma comunidade é algo que não está no modo de ser da nossa sociedade.E digo-lhe porque penso assim.Como pediatra muitas vezes , anos seguidos fiz orientar os meus honorarios de dezembro para a Unicef.Em vez de comprar postais ou cartões, contribuia dessa maneira.Já lhe adianto que não era facil fazer com que as instituições mandassem directamente os honorarios para a unicef.Era uma trabalheira dos diabos .Querida amiga acho que neste caso eram os serviços os mal organizados e não a voluntaria .
Outro exemplo de como é dificil fazer algo .Aqui neste cantinho de campo onde resido não existem pediatras , os centros de saude mais proximos não têm e os medicos de familia são escassos e estão muito longe.
Fui até à junta de freguesia do lugar perguntar se queriam arranjar uma sala onde podesse fazer consultas ....de graça ...sem remuneração ...ali ou num local, onde aquela instituição estatal do governo achasse espaço.
Estava a tentar oferecer os meus serviços voluntarios a uma instituição , o Estado , que deduzimos estar organizado para conseguir receber davidas.
Não ia fazer caridadezinha , ia apenas fazer aquilo que sei num local onde não existe quem faça. Vi estes serviços comunitarios( gosto mais do que lhes chamar voluntarios ) a funcionar bem em paises ricos .Não conheço um unico pediatra que se tenha retirado dos hospitais e viva numa comunidade pequena , em frança , nos EUA , no canada ,para citar loais que conheço bem , e que não esteja integrado ou numa organização religiosa, governamental , etc,etc , trabalhando para o bem dessas comunidades.
Estão habituados a serem solidarios
Aqui está o grande problema de portugal e dos portugueses , não existe e não se quer criar o habito de ser solidario , assim de coração aberto , sem esperar nada em troca.Somos um pais de egoistas desorganizados e infelizmente invejosos.
Até hoje estou esperando uma resposta para a minha disponibilidade.
Desculpe o tanto tempo que tirei ,mas creio que enquanto não se tiver uma consciência civica do que é ser solidario vamos continuar a viver num pais sem alma.
Já viu a foto que hoje coloquei no out? Tem muito com o que lhe escrevi ai em cima .
Ando desanimada com portugal .Bjs
Concordo em absoluto consigo.
O que tentei postar, mas se calhar não consegui bem, é precisamente esta falta de consciência da mais valia que é o voluntariado para todos os envolvidos, para quem recebe algo de um voluntário e para o próprio voluntário. Esta falta de consciência leva a tantos absurdos que postei indignada contra os que o encaram como caridadezinha ( triste palavra esta).
Também tentei recentemente trabalhar como voluntária para uma Associação que me parecia organizada a esse nível. Sem qualquer sucesso, tal como a Annie. Era uma completa desorganização que em tudo contribuia para piorar a situação desesperada de quem a ela recorria. vergonha tive eu. acabei por desistir.
É uma pena, mas é o país que temos.
Obrigada pela partilha.
Bjs.